Torne-se OCEANO!


Olha para trás, para toda a jornada:
os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso
através das florestas, através dos povoados,
e vê à sua frente um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é
do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que
o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá
que não se trata de desaparecer no oceano.
Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e
por outro lado é renascimento.
Assim somos nós.
Voltar é impossível na existência.
Você pode ir em frente e se arriscar.
Coragem!
Torne-se OCEANO!"





OSHO

Alimentos que cantam


Há dois tipos de alimentos.

Aqueles dos quais você gosta e aqueles pelos quais é atraído pelo visual e pela disponibilidade.

Não há nada de errado com os alimentos do primeiro grupo, aqueles que você deseja ou sobre os quais fantasia, mas é preciso ouvir o que o Dr. Leonard Pearson diz sobre esse tipo de alimento. Ele os chama de "alimentos que cantam" e são exatamente aqueles de que o corpo necessita.

Se você ouvir com atenção sua comida cantante, poderá comer tanto quanto quiser e nunca se sentirá mal, porque ela irá satisfazê-lo. O corpo só deseja aquilo de que precisa, nada além disso.

No segundo grupo, o Dr. Leonard classificou as comidas muito desejáveis de "comidas chamativas" porque você se interessa por elas apenas quando estão disponíveis. Você nem estava pensando em comer, mas, de repente, vê determinado prato, sente o cheiro que vem da cozinha, a cor e ... pronto, o desejo se torna irresistível. O curioso é que por não se tratar de um desejo real, mas da mente, você pode comer e repetir a comida que despertou seu apetite, mas nunca ficará satisfeito porque seu corpo não necessita dela. E, quando uma comida não o satisfaz, você se sente frustrado e come ainda mais!
Conclusão: o primeiro tipo de desejo tem que ser satisfeito para que o segundo desapareça.

A solução é meditar todo dia antes de comer algo. Feche os olhos e sinta do que seu corpo precisa. Você ainda não viu comida nenhuma e nada comestível está disponível - concentre-se em identificar o que seu corpo necessita, o que ele deseja.

Levará alguns dias ou mesmo algumas semanas até que você comece a perceber que tipo de comida lhe interessa. Não se preocupe com o que os outros vão dizer. Se se interessar por sorvetes, coma a quantidade que quiser de sorvete - você sentirá uma grande satisfação e o desejo desaparecerá. É sua frustração que faz com que se encha de comida cada vez mais e ainda assim não fique satisfeito. É aí que está o problema.

Quando for tomar seu café da manhã, feche os olhos e "veja" o que realmente deseja comer. Não pense no que está disponível, concentre-se no seu desejo real e somente depois vá comer. Coma sem restrições. Aos poucos verá que não há mais nenhuma comida "chamando" você.

Há uma coisa importante: quando estiver comendo, mastigue bem. Não engula tudo correndo, porque, se esse é um prazer oral, precisa ser apreciado na boca - que tal dar mais algumas mastigadas? A mastigação é fundamental porque só sentimos o gosto acima da garganta. Daí para baixo não há gosto algum - então por que a pressa? Para tornar o gosto mais intenso.

Outra dica: antes de comer, cheire a comida. Aproveite o aroma porque metade do sabor está no cheiro. Não se preocupe se as pessoas pensarem que você ficou louco: olhe para seu prato de todos os ângulos, cheire e toque na comida com os olhos fechados, com a bochecha, sinta-a de todas as formas. Só então dê uma pequena mordida e mastigue a comida prazerosamente, saboreando-a.


Transforme esse ritual em uma meditação. Uma quantidade muito pequena de alimento será o bastante para lhe dar mais prazer.





Osho, em "Uma Farmácia para a Alma"

DOR

A dor faz parte do crescimento.
Sempre que algo doer, é porque algo dentro de você está sendo reprimido.
Em vez de tentar evitar a dor, vá em sua direção.
Deixe que doa ferozmente.
Deixe que doa completamente, para que a ferida seja totalmente aberta.
Uma vez que esteja totalmente aberta, a ferida começará a se curar.
Se evitar esses espaços nos quais sente dor, eles permanecerão dentro de você e você irá reencontrá-los várias vezes.



Osho, em "Osho de A a Z - Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora"